Aah, como somos vaidosos. Como adoramos um cumprimento, amamos um elogio e viciamos em um "Nossa, parabéns". Nos domesticamos rapidamente com qualquer atitude que possa nos fazer reconhecer em nossa importância de vida. Como querer saber se somos mesmo importantes.
Eu mesma me peguei numa corrida essencial para obter elogios assim que fiz esse blog: queria que todos lessem e que comentassem minhas percepções agora em letras. Pedia, indicava, chateava de tantos pedidos: "Leiam meu blog!". Clamava como se fosse um grito desesperado de "Por favor, vejam como eu sou". Queria comentários, opiniões, elogios, queria o "Nossa, parabéns". Palavras. Expressadas na maior educação apenas para acalmar minha ansiedade e inundar meu ego em satisfação.
"Assim caminha a humanidade", para a busca inalcançável dessas palavras. Muitas, muitas delas, para que assim findassem questionamentos infinitos:
- sou bonito?
- sou legal?
- sou inteligente?
- sou bonito, legal e inteligente?
A busca da perfeição.
Ressaltar-se aos olhos de alguém e marcar a alma da pessoa de tal forma a ponta dela dizer: "Nossa, parabéns". Se ver útil. Num mundo tão cheio de pessoas, se achar esplendorosamente único digno de ser especial e único dono desse elogio. A busca da importância.
Ser especialmente importante a ponto de não se achar descartável, e logo em seguida ouvir as perguntas que estavam caladas dentro de nós o tempo todo, mas resolveram falar:
Quem me ama? quem quer me amar? quem me odeio e por que?....E porque ninguém me nota a ponto de me odiar ou me amar?
A busca da razão de viver.
E logo depois as perguntas mudam de tom:
-estou vivo?....porque?
Se olhar no espelho e se ver gente: perfeito, importante, útil. Responder o porquê de estar vivo...e para quem continuar a viver.
Isso soa tanto com adestrar animais: fazer tudo para merecer um biscoito e um carinho na cabeça de "bom menino".
É bom não depender tanto disso. É bom seguir como se nao tívessemos que olhar pro outro. É bom olhar pro interno e ao invés de perguntar, sorrir consigo: isso dará tempo suficiente de fazer essas perguntas na hora certa.
Pobre rainha, que precisava constatemente disso para saber de sua existência! Pobre espelho, que se obrigava a mantê-la viva. Pobre rainha, quando descobriu que nada mais valia. Ai de mim se já pensei assim! Bom pra mim que não penso mais assim.!
E você que nunca pensou...."Nossa, parabéns"!
Acho que realmente, não precisa de música para refletir sobre isso!
Eu mesma me peguei numa corrida essencial para obter elogios assim que fiz esse blog: queria que todos lessem e que comentassem minhas percepções agora em letras. Pedia, indicava, chateava de tantos pedidos: "Leiam meu blog!". Clamava como se fosse um grito desesperado de "Por favor, vejam como eu sou". Queria comentários, opiniões, elogios, queria o "Nossa, parabéns". Palavras. Expressadas na maior educação apenas para acalmar minha ansiedade e inundar meu ego em satisfação.
"Assim caminha a humanidade", para a busca inalcançável dessas palavras. Muitas, muitas delas, para que assim findassem questionamentos infinitos:
- sou bonito?
- sou legal?
- sou inteligente?
- sou bonito, legal e inteligente?
A busca da perfeição.
Ressaltar-se aos olhos de alguém e marcar a alma da pessoa de tal forma a ponta dela dizer: "Nossa, parabéns". Se ver útil. Num mundo tão cheio de pessoas, se achar esplendorosamente único digno de ser especial e único dono desse elogio. A busca da importância.
Ser especialmente importante a ponto de não se achar descartável, e logo em seguida ouvir as perguntas que estavam caladas dentro de nós o tempo todo, mas resolveram falar:
Quem me ama? quem quer me amar? quem me odeio e por que?....E porque ninguém me nota a ponto de me odiar ou me amar?
A busca da razão de viver.
E logo depois as perguntas mudam de tom:
-estou vivo?....porque?
Se olhar no espelho e se ver gente: perfeito, importante, útil. Responder o porquê de estar vivo...e para quem continuar a viver.
Isso soa tanto com adestrar animais: fazer tudo para merecer um biscoito e um carinho na cabeça de "bom menino".
É bom não depender tanto disso. É bom seguir como se nao tívessemos que olhar pro outro. É bom olhar pro interno e ao invés de perguntar, sorrir consigo: isso dará tempo suficiente de fazer essas perguntas na hora certa.
Pobre rainha, que precisava constatemente disso para saber de sua existência! Pobre espelho, que se obrigava a mantê-la viva. Pobre rainha, quando descobriu que nada mais valia. Ai de mim se já pensei assim! Bom pra mim que não penso mais assim.!
E você que nunca pensou...."Nossa, parabéns"!
Acho que realmente, não precisa de música para refletir sobre isso!